Caminhos
Às vezes, no percurso da vida, encontramos caminhos que se bifurcam. E temos que decidir qual o caminho a seguir. Sim, porque a vida não pára e os caminhos não têm sinais a indicar o que vai acontecer se seguirmos por ali. Nós, ao caminhar, vamos construindo todos os momentos da nossa vida. Dependendo das decisões e das ações que tomamos. E das pessoas que se cruzam connosco.
Normalmente, quando nos deparamos com mais do que um caminho, um deles parece-nos sempre o mais seguro, parece ser a continuação do caminho percorrido até ali.
Mas depois olhamos para o outro, mesmo ali ao lado, que parece que nos chama. Mas temos medo... não sabemos se será tão seguro quanto o outro...
Muitas vezes decidimos não arriscar e seguir o caminho seguro. E lá vamos nós. Mas o caminho demonstra-se monótono, frio, sem nada de novo. Contudo, continua a ser um caminho que nós dá segurança.
E de repente, volta a bifurcar-se. E voltamos a ter que decidir por onde ir. E o caminho não tão seguro parece-nos familiar. Seria a continuação daquele por onde não quisemos seguir anteriormente? E se arriscássemos? E se por ali formos mais felizes? Valerá a pena arriscar?
E a melhor forma de escolher qual o caminho a seguir é escutar o nosso coração. Ouvir com atenção todos os seus batimentos. Sentir o que ele nos quer dizer.
A cabeça vai querer interferir, vai querer impor-se ao coração e tentar provar que o caminho seguro é o melhor. Mas temos que nos focar no coração.
Foi o que eu fiz. E o caminho que até parecia menos seguro está a revelar-se o caminho mais maravilhoso por onde alguma vez caminhei. Tranquilo, calmo, que me faz querer percorrê-lo devagar, saborear bem cada momento, porque cada passo que dou me traz uma sensação nova, muito boa, muitas borboletas na barriga e é um caminho onde me sinto amada e desejada. Até se poderá vir a revelar-se um caminho pior, mas já valeu por todos os passos percorridos até agora.
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