"Amo-te"... às vezes parece que sentimos vontade de inventar outra palavra, ainda mais forte, ainda mais intensa, que conseguisse explicar verdadeiramente o que sentimos pelo outro. Porque dizer simplesmente "amo-te" parece tão pouco comparado com o que sentimos. Deixo-vos um excerto de um poema de Pablo Neruda, de que gostei muito e que revela como o amor pelo outro pode ser tão intenso. "(...) Amo-te como a planta que não floriu e tem dentro de si, escondida, a luz das flores, e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo o denso aroma que subiu da terra. Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde, amo-te diretamente sem problemas nem orgulho: amo-te assim porque não sei amar de outra maneira, a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és, tão perto que a tua mão no meu peito é minha, tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono." Pablo Neruda